Declaração Universal dos Direitos da Criança - 50 Anos
2009-11-20 em 11/20/2009 10:10:00 PM
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a Leste
2009-11-19 em 11/19/2009 06:35:00 PM
devia ser tão óbvio. De qualquer modo, eis uma boa notícia.
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experimental
2009-11-18 em 11/18/2009 02:36:00 PM
de encontro
à fenda original
é impossível a lida
do b-a-ba
do amor
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ora tomem e embrulhem:
2009-11-17 em 11/17/2009 11:01:00 PM
A família existe não só para garantir a reprodução da sociedade burguesa através da difusão do autoritarismo, mas também como correria de transmissão de um dos suportes do capitalismo: a propriedade privada. O papel da família é tão forte neste sentido que seus membros acabam por se julgar proprietários uns dos outros. Adquire-se o mesmo medo compulsivo de perder o outro, menos pela necessidade do amor e mais pela "tranqulidade psicológica" que ser proprietário (ou a propriedade) lhe dá. Esconder um do outro (ou até de si mesmo) algo novo e transformador, com o receio do risco da mudança, é a prática mais comum dos casais.
daqui
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isto é que são baboseiras
E porquê? Porque, basicamente, a homossexualidade era, e bem, vista como luxúria, como um vício (como o jogo ou as drogas, por exemplo)
A insistência por parte dos militantes pelo casamento homossexual reveste-se, assim, de uma particular perversão: sabendo que a grande maioria das pessoas reprova os seus gostos e práticas sexuais (devem saber pois não se cansam de reclamar contra essa “discriminação no dia-a-dia”), insistem na usurpação de uma instituição ancestral, tentando dessa maneira que através do poder político as pessoas se vão desligando dos seus “preconceitos” e passem a aceitar plenamente a homossexualidade.
Esta promoção do casamento homossexual é 1. uma provocação imoral à sociedade, e 2. um atentado (mais um) à instituição do casamento.
Filipe Abrantes, um moço a quem as aulas de educação sexual fizeram muita falta.
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pois precisamos, mas o mal são sempre os outros
Inércia, passividade, respeito temeroso pela hierarquia, individualismo das famílias e das pessoas, a ausência da dimensão do futuro no viver quotidiano: eis alguns aspectos da subjectividade actual dos portugueses. Para ela contribui fortemente o sistema das invejas.
Todos estes aspectos são graves, indiciando uma não coesão do tecido social. Ora, precisamos, hoje mais do que nunca, de solidariedade, coesão, laços de respeito mútuo e vontade comum à volta do reconhecimento de uma situação "à beira do abismo" que nos ameaça a todos. Não consenso e unanimismo passivos, mas uma vaga que nos levaria a avançar e a abrir o espírito à evidência da urgência da acção comum. Precisamos de transformar o Estado e a sociedade civil, precisamos de uma colectividade coesa e consistente.
José Gil in "Portugal Hoje- O medo de existir"
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raio de vendilhões
Incham-se todos para dizer que os afectos não contam para nada. Não consigo conceber a origem de tal baixeza. "Rais os afundem!" citando o Luiz Pacheco.
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............................ou noutro lugar
............................beija-me...............................a leste de qualquer paraíso
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não percebo nada do que aqueles senhores estão ali a falar
Sexta-feira treze, a Ritinha ainda sondou sobre as razões da minha mal disfarçada nostalgia, eu aleguei que só se fosse efeito de alguma desastre retroactivo.
Mas agora estão ali uns senhores a falar de regime contributivo. Bagão Félix fala em aumentos de taxas para agricultores, pescadores e trabalhadora(e)s doméstica(o)s e reduções de dois por cento para administradores e gestores. Mas não tenho a certeza se o ouvi bem.
A seguir fala em jacobinos (eles andam aí) e tirar nomes a hospitais (a propósito, ando há três dias a tentar marcar uma RM, já telefonei várias vezes, pedi número de fax, tentei enviar e nada. Vai daí, tenho de ir a Lisboa fazer o que podia fazer sem sair de casa, se isto fosse um país decente...mas adiante), arrasar feriados religiosos e tal. Não percebi qual era o drama dele, já me bastam os meus.
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Deus
2009-11-11 em 11/11/2009 06:32:00 PM
Deus meu, fizeste-me tão rica, deixa-me, por favor, partilhar generosamente essa riqueza. A minha vida tornou-se um diálogo ininterrupto Contigo, meu Deus, um grande diálogo. Quando estou em algum canto do campo, de pés plantados na tua terra, os olhos levantados para o Teu céu, há alturas em que me correm lágrimas pelas faces, brotadas de uma comoção e gratidão interiores, que procuram uma saída. Do mesmo modo, à noite, quando estou deitada e descanso em Ti, meu Deus, as lágrimas de gratidão correm-me, por vezes, pelo rosto, e isso é, também, a minha prece.(...)Não me revolto contra Ti, meu Deus, a minha vida é um diálogo ininterrupto Contigo. Talvez nunca venha a tornar-me a grande artista que, na verdade, gostaria de ser, mas já estou demasiado protegida em Ti, meu Deus. Por vezes, gostaria de registar pequenas sabedorias e relatos vibrantes, mas volto sempre à mesma palavra - Deus - que compreende tudo, pelo que nada mais necessito de dizer. E toda a minha força criativa se converte em diálogos interiores Contigo, o bater do meu coração tornou-se aqui mais amplo e agitado e tranquilo ao mesmo tempo, e é como se a minha riqueza interior crescesse cada vez mais...
Etty Hillesum in Cartas 1941-1943
Ainda há dias constatávamos que a palavra Deus anda um tanto destruída. Culpa nossa, sem dúvida. Não vivemos situações extremas de vida, como a de Etty Hillesum - prisioneira no campo de Westerbork na Holanda - mas nem por isso deixamos de precisar de ter cuidado em enriquecer a nossa vida interior.
O dom da Fé é um mistério tão absoluto como o próprio Deus, os que nos vamos deixando tocar por ele, temos a missão de o guardar, aprofundar e testemunhar com a vida. E agradecê-lo como o dom mais precioso de que dispomos.
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